Confesso: tenho medo!
Medo de ter medo.
Medo dos dias, das noites, de meus amores,
de enfrentar meu passado, meu presente,
minhas dores.
Pelo medo que tenho de ter medo
amedronto-me facilmente com a revolta do mar, com a revoada dos pássaros,
de não mais poder voar, de não conseguir compreender as flores,
de ser anjo negro, fogo de palha.
De pensar que não sou a pessoa que pensava...
tenho medo de sentir o medo que amedronta meus medos.
Medo de amanhã não mais me encontrar,
medo de finalmente acabar e
não mais poder ter medo.
04-01-1999.

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