domingo, 19 de maio de 2013

ORQUIDEAS




ORQUIDEA

Flor selvagem que não se deixa domar, domesticar,
força que não se identa, que não se inventa, reinventa.
Dialética de um tempo insistente que se recusa a passar.

Uma flor selvagem que busca seu espaço,
sem resumos, nem rumos, em folhas soltas ao vento.
Filosofia própria, duradoura, feita águas daquele rio
caldaloso, tortuoso, incerto, mas preciso.

Selvagem flor de únicos momentos,
imperfeição da natureza que se descobre, reinventa.

Flor de beleza constante, marcante,
doce e selvagem,  feroz mas cristalina,
a mais bela força da natureza.

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